sábado, 8 de maio de 2010

Políticas Públicas

Para esta primeira postagem escolhi este tema por ser muito frequente no período antes das eleições mas depois delas quase não é lembrado (ou pelo menos não parece ser).

Há pouco menos de um mês fui submetida a uma timectomia (cirurgia para retirada do timo) para tratamento de uma doença não muito conhecida - Miastenia Gravis -, como não tenho plano de saúde, pude sentir na pele a FALTA DE RESPEITO para com o cidadão que não está ali por brincadeira ou por falta do que fazer, está ali por precisão, necessidade, e, sem exagero, às vezes até por uma questão de sobrevivência.
É um absurdo o modo como as pessoas são tratadas.
Para terem uma noção, estava “marcado” para eu chegar lá às 7h a.m. para então ser internada, entretanto, eu cheguei na hora determinada e a sala de espera para esses fins já estava cheia. Tinha gente de todo tipo: criança, idoso, homem, mulher, cadeirante (inclusive, a cadeirante ali presente estava muito debilitada, com os pés inchados e tudo), mas nada disso “comoveu” os funcionários. Não era nem para haver uma “comoção”, afinal aquele é o serviço deles e deve ser cumprido da melhor forma possível. No entanto, é muito comum nesses e na maioria dos estabelecimentos públicos a existência do ABUSO DE PODER, e como muitas vezes as pessoas que utilizam esses serviços são de baixa formação e/ou pouca informação, acabam se sujeitando a esses “tratamentos” sem contradição. Vai ver que esse também é um dos motivos para os políticos investirem com um “certo cuidado” na educação, se é que vocês me entendem... Sim, porque quanto maior o nosso conhecimento, mais questionadores nos tornamos, e isso pode atrapalhar os planos de alguns.
Nesta época são todos amigos do povo, todos vão ajudar e suprir todas as necessidades da população. Quero ver quando são eleitos, parece que nada do que aconteceu fora real, ou então eles têm Transtorno Bipolar...
A principio eles vão melhorar tudo (saúde, educação, segurança, transporte, moradia), só depois é possível notar o que foi melhorado. É muito fácil falar. Falar e cumprir com o que prometeu é que é complicado.
Já que este é ano eleitoral, é necessário que abramos nossos olhos e saibamos escolher com sabedoria quem realmente mereça. Caso não o conheçamos, ao menos votemos nulo:
“Segundo o Código Eleitoral, art. 224: 'Se a nulidade atingir a mais da metade dos votos do País nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais, ou do Município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações, e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 a 40 dias.'
Para a hipótese incomum prevista no art. 224 do Código Eleitoral, mas somente na sua ocorrência, há contagem do voto nulo, vale dizer, para a realização de nova eleição em até 40 dias após a nulificação do pleito questionado.
Logo, somente pesam, porque serão computados, os votos válidos, sendo descartados os nulos e os em branco. É o que preceitua, claramente, o art. 2º da Lei Eleitoral n. 9.507, de 30 de setembro de 1997: 'Será considerado eleito o candidato a Presidente ou a Governador que obtiver a maioria absoluta (= metade mais um voto) dos votos válidos'.” *
*http://www.votoconsciente.org.br/index.phpoption=com_content&task=view&id=153&Itemid=44