domingo, 8 de agosto de 2010

Repercussões



Todos os dias sejam nos telejornais, nos jornais impressos, nas revistas e nos diversos meios de comunicação é comum encontrar nas noticia em destaque alguma cena de violência. O ato se deve pela forma que os receptores (espectadores, leitores) reagem diante do que veem.

Há quase dois meses, em todos os noticiários, só se falava em goleiro Bruno no caso do desaparecimento da ex-amante, onde ele e mais oito pessoas acusadas responderão por quatro crimes, incluindo homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Porém, depois de algumas semanas, ao andar de skate num túnel no Rio de Janeiro, o filho mais novo de Cissa Guimarães, Rafael Mascarenhas, foi atropelado e veio a óbito, e todas as atenções se voltaram ao rapaz.



No entanto me vem à questão: SERÁ QUE SE ESSES PERSONAGENS NÃO FOSSEM FAMOSOS SEUS CASOS RECEBERIAM A MESMA REPERCUSSÃO QUE RECEBERAM?

Em São Paulo, a estimativa é de que 30 pessoas desaparecem por dia. No Brasil, 40 mil crianças somem por ano*. Quando ficamos sabendo pela mídia é como aconteceu com a advogada Mercia Nakashima, já fazia mais de uma semana do seu desaparecimento.

Por dia dezenas de pessoas morrem atropeladas e apenas pouquíssimos casos são mostrados. Só porque o jovem era filho de uma atriz conhecida, até a tentativa de suborno dos policiais para com o atropelador rapidamente foi apresentada, se não, haveria uma grande possibilidade de não ser assim, aconteceria o suborno (ou não), mas ninguém ficaria sabendo.

Tudo bem que esses acontecimentos sejam mostrados. O que acredito não ser necessário é o exagero. Enquanto se exagera nessas exibições, alguns direitos dos cidadãos, utilidades publicas mesmo, poderiam ser mostrados para esclarecimento de todos e não são. (É claro, isso não é viável aos “grandões”!)

* http://ww1.prefeitura.sp.gov.br/servicos/cidadaos/emergencia_e_seguranca/desaparecidos/index.php